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Abutre ( Gil Scott-Heron ) : Algo entre as saborosas narrativas de gueto do escritor Chester Himes e os despistes do romance noir, em um ambiente marcado pela invasão das drogas, Abutre prenuncia a estética pop e violenta da blaxploitation, o gênero negro que explodiu no cinema ao longo dos anos 1970, combinando a exposição de mazelas do gueto e a emergência da comunidade negra como consumidora. O primeiro romance de um dos pais do rap: um fascinante retrato dos anos 1960 em Nova York. de R$ 32,00 para 27,00.

A Arte de Viver para as Novas Gerações ( Raoul Vaneigem ) : A Arte de Viver para As Novas Gerações é mais do que um mero manifesto. É uma brilhante e devastadora análise daquilo que se convencionou chamar “nossa civilização“. Em cada página a mais radical crítica à sociedade. Nada nem ninguém é poupado na primorosa narrativa do autor. É considerado o segundo principal livro dos situacionistas (mais informações no livro Situacionista - Teoria e Prática da Revolução, publicado também na Coleção Baderna). Os escritos de Vaneigem serviram de inspiração para as palavras de ordem que infestaram os muros parisienses em 1968. Sua base é o cotidiano e todas as expressões sociais e políticas nele inscritas. Um chamado à prática revolucionária no cotidiano. Um texto militante da causa da emancipação total.
De
R$ 35,00 para 30,00$.

A Bomba ( Frank Harris ) :
Maio de 1886, manifestantes operários confrontam-se com a polícia nas ruas de Chicago. Em meio ao tumulto, uma explosão mata algumas pessoas e fere muitas outras. Ninguém sabe quem atirou a bomba. No entanto as autoridades se apressam em acusar cinco líderes anarquistas.O polêmico julgamento e a condenação à morte dos acusados causam revolta em todo o mundo.Trabalhadores de todo o planeta vão às ruas em repúdio à injustiça norte-americana, e o dia 1o de maio é declarado o Dia dos Trabalhadores. Dessa forma que surgiu o 1o de Maio. Vinte e três anos depois, Frank Harris, lança “A Bomba“ como uma confissão: ele seria o autor do atentado de 1886. São tantos os detalhes, tamanho o realismo, que para muitos, o livro não seria apenas ficção. Assim, “A Bomba“ transforma-se em um dos livros mais polêmicos do século XX, odiado pelas autoridades que o vêem como uma maliciosa provocação anarquista e amado por seus leitores por sua ousadia e ritmo vertiginoso. De R$ 34,00 para 30,00.

Assalto à Cultura ( Stewart Home ) :
Do Futurismo ao Punk Rock, do Dadaísmo ao Neoísmo, passando pelos situacionistas, Fluxus e dezenas de outros grupos de guerrilheiros da estética, este livro apresenta a história daqueles que romperam os limites da arte e invadiram a política com suas utopias subversivas. O autor localiza as origens da tradição subversiva em movimentos hereges da Idade Média e nos socialistas utópicos do século XIX, no Marquês de Sade e em Lauttremont. É uma história que chega aos nossos tempos com os “guerrilheiros da comunicação” inventando vírus de computador ou sabotando o mercado da Arte. Uma tradição subversiva, que atropela seus heróis iconoclastas assim que eles param para admirar a própria “obra”.
De R$ 25,00. para R$ 21,00.

Charles Bukowski: vida e loucuras de um velho safado (Howard Sounes): Schiller, Rimbaud, Baudelaire, D"Anunzio, Hemingway, Kerouac. Cada nova geração com seu escritor-herói. Mas a gloriosa linhagem parecia já estar superada pelos cantores-heróis e os jornalistas-heróis, quando surgiu um velho barrigudo, feio, deselegante, desbocado e bêbado chamado Charles Bukowski. Esse senhor transformou-se no herói de uma geração de jovens que chegou aos livros nos anos 70 e 80. Bukowski ganhou admiradores como Norman Mailer e Henri Miller, foi transformado em quadrinhos por Robert Crumb e virou filme na Europa. Hollywood viu dois astros (Mickey Rourke e Sean Pean) disputando a glória de ser Bukowski nas telas. E o que o escritor fez para tanto? Descreveu a própria vida da maneira mais crua que lhe foi possível. Por isso, o trabalho do jornalista inglês Howard Sounes ao escrever uma biografia do escritor poderia ser um tanto redundante. Mas o fato é que Charles Bukowski ­ Vida e Loucuras de um Velho Safado resultou em um livro emocionante. "Uma leitura deliciosa" segundo o The Times. "Maravilhoso" disse a Time Out. "Um relato extraordinário" disse o The Glasgow Herald.
de R$ 37,00 por 32,00.

Blues ( Robert Crumb ) : Antologia preparada especialmente para o Brasil é também uma edição histórica, a primeira no planeta a reunir tanto as HQs “musicais” de Crumb quanto capas de discos, filipetas, anúncios e cartazes que o quadrinista fez nas últimas quatro décadas. “Eu adoro música. No entanto, não sou um grande músico. No máximo, arranho um banjo ou um violão. Para mim a música é o maior dos prazeres, junto com o sexo.” Robert Crumb. “Robert Crumb é o historiador da América. Seu eterno romancista. O pintor das estações. Um homem contra os enganos materiais. O caso raro de um pensador que não vê obstáculos no tempo, e que caminha por ele livremente, com prazer.” – do prefácio de Rosane Pavam. de R$ 45,00 para 40,00.

Distúrbio Eletrônico ( Critical Art Ensemble ) :
À medida que fica cada vez mais óbvio que o ciberespaço não é o campo dos sonhos de que falavam os visionários míopes da Nova Economia, fica também mais definida a imagem desse espaço como um novo campo de batalha. Um “lugar“ onde o Império Capitalista, fluido e nômade, tenta consolidar seu poder sobre tudo, mas é obrigado a enfrentar a resistência, que também já está aprendendo a ser fluida e nômade. O grupo Critical Art Ensemble analisa aqui os diversos aspectos da resistência já existente e da resistência possível nos campos de batalha para onde as novas tecnologias nos trouxeram. Cruzando referências que vão das Guerras Persas de Heródoto a Marcel Duchamp e os situacionistas, este livro é um dos principais guias para os guerrilheiros da comunicação. E tem tido influência direta sobre o modo como a chamada desobediência civil eletrônica tem se manifestado.
De R$ 21,00 para 18,00.

Elementos Para Uma Teoria dos Meios de Comunicação ( Hans Magnus Enzensbergger ) : Além de ser considerado o maior poeta vivo da Alemanha, Hans tornou-se mundialmente conhecido como ensaísta, desenvolvendo leituras em diversos campos de conhecimento, todas marcadas por sua verve crítica e inovadora. Neste livro, escrito em 1970, Hansesmiuça e dfetalha a intrincada relação entre mídia e poder e ataca a falta de tato (ainda presente nos dias de hoje) das organizações de esquerda em relação aos meios de comunicação. É um texto que por vezes soa profético, mas que sustenta sua atualidade na força de sua radical lucidez. Indispensável para todas as pessoas que querem entender porque os meios de comunicação não são um instrumento neutro, e sim uma verdadeira “indústria de consciência”, como escreve o prório Enzensberger. de R$ 26,00 para 22,00.



Freak Brothers ( Gilbert Shelton ) : Um clássico da contracultura americana, os Freak Brothers são personagens-símbolo de uma época, ou, como diz um membro do grupo inglês Monty Phyton, ­ ­ os quadrinhos que inventaram os anos 1960. E isso é muito mais do que se costuma dizer sobre os quadrinhos: se o cinema, as artes plásticas, a música e a literatura formataram gerações, a turma da Zap Comix e, principalmente, os Freak Brothers moldaram a cara de uma década, influenciando todas as outras formas de expressão. Freak Brothers é uma crítica ácida ao way of life dos Estados Unidos, falando da cultura hippie, do medo do comunismo, da repressão, de rebeliões estudantis e dos preconceitos de toda uma época. E tudo isso com um humor que transcende sua época e os coloca com uma vitalidade que poucos personagens conseguem. de R$ 35,00 para 30,00.

Futuro Proibido ( Rudy Rucker, Peter Lamborn Wilson & Robert Anton Wilson (Org.) ) : Esta coletânea reúne os contos de ficção científica mais originais e bizarros de todos os tempos. Futuro Proibido é uma coletânea de contos de ficção científica originalmente publicados na revista Semiotext(e), em 1989. Para selecionar os textos que seriam publicados nessa edição da revista, um dos critérios utilizados foi que eles tivessem sido recusados por outras publicações. Esses contos reúnem elementos como o bizarro, o inesperado, a violência e experiências sexuais surreais. Tudo isso para garantir que o livro fuja de qualquer padrão de histórias de ficção científica. Alguns dos autores que assinam os textos são William Gibson, William Burroughs e Hakim Bey.
De R$ 29,00 para 25,00.

Gen Pés Descalços: Uma História de Hiroshima ( Keiji Nakazawa ) : Gen Pés Descalços: Uma História de Hiroshima aborda a situação do Japão e da família pacifista de Gen durante a Segunda Guerra até o momento em que a bomba explode e destrói sua cidade. De R$ 24,00 para 20,00.

Hell´s Angels - Medo e Delírio Sobre Duas Rodas ( Hunter S. Thompson ) : Você é o editor de uma revista. Chama um dos seus repórteres, passa-lhe uma pauta e um prazo para a entrega da matéria. Ele pede dinheiro para hotel e alimentação e é atendido. Você logo acha que tudo saírá de acordo com o protocolo. O problema é que o repórter se chama Hunter S. Thompson, um caipira do Kentucky completamente avesso a regras. Ele usa a verba para alugar carros conversíveis, apostar em cavalos e comprar drogas. Pior: entre chapado e paranóico, simplesmente desiste da matéria e resolve passar um ano com um bando de motoqueiros fora da lei. Hell’s Angels - Medo e Delírio Sobre Duas Rodas foi onde tudo começou. O primeiro livro do Dr. Gonzo apresenta, de uma maneira surpreendente, a vida dos bandidos motorizados mais famosos do mundo. Como um antropólogo, Thompson mergulhou no mundo dos Hell’s Angels. E chegou tão perto que levou uma surra e foi parar no hospital. De R$ 32,00 para 28,00.

A Metamorfose - Franz Kafka (adaptado por Peter Kuper) : O aclamado artista gráfico Peter Kuper apresenta uma brilhante e sombria adaptação para os quadrinhos do clássico de Kafka sobre família, alienação e um inseto gigante. O estilo de Kuper, uma fusão dos quadrinhos norte-americanos com o expressionismo alemão, faz com que a prosa de Kafka ganhe vida, revivendo todo o humor e sagacidade do texto original de uma forma que irá surpreender tanto os leitores de Kafka quanto os leitores de graphic novels.
De R$ 19,00 para 16,00.


Manifesto contra o Trabalho ( Grupo Krisis ) : Há séculos está sendo pregado que o deus-trabalho precisaria ser adorado porque as necessidades não poderiam ser satisfeitas sozinhas, isto é, sem o suor da contribuição humana. E o fim de todo este empreendimento de trabalho seria a satisfação de necessidades. Se isto fosse verdade, a crítica ao trabalho teria tanto sentido quanto a crítica da lei da gravidade. Pois, como uma “lei natural“ efetivamente real pode entrar em crise ou desaparecer? Os oradores do campo de trabalho social - da socialite engolidora de caviar, neoliberal e maníaca por eficiência até o sindicalista barriga-de-chope - ficam em maus lençóis com a sua pseudo-natureza do trabalho. Afinal, como eles querem nos explicar que hoje três quartos da humanidade estejam afundando no estado de calamidade e miséria somente porque o sistema social de trabalho não precisa mais de seu trabalho?“ Dando o ponta-pé inicial da difusão mais séria do pensamento frente a sociedade do trabalho e sua crise. Indo além da vulgar contraposição aos capitalistas, o Manifesto Contra o Trabalho ataca todos os representantes do culto ao trabalho, do sindicalista ao patrão. Não ficando preso aos limites da “fraseologia“ vazia da esquerda tradicional, nem das amarras e dos muros da academia, o Manifesto aponta um caminho: o fim do trabalho. de R$ 23,00 para 20,00.

02 Neurônio - almanaque para garotas calientes ( Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso ) : O 02 Neurônio - batizado assim muito antes da descoberta de que a mulher tem realmente menos neurônios que o homem - era um fanzine que no começo tinha apenas oito páginas. O esquema, o de sempre - colar, recortar, distribuir, divulgar e gastar todo seu dinheiro numa xerox perto de casa. Não existe prazer maior (é claro que existe, mas seria um pouco impróprio citá-los num release!). de R$ 18,00 para 16,00.



PROVOS - Amsterdam e o nascimento da contracultura : Jogo, magia, e anarquia, nisso foi centrada a atividade do movimento Provo. Um grupo de divertidos agitadores que se reuniram no "Centro Mágico" de Amsterdam para celebrar ritos coletivos contra o fetiche da sociedade consumista. Ali surgiram as primeiras campanhas antipublicidade e anti automóvel. Ali surgiu aquilo que passamos a chamar de Contracultura e se desenvolveu a idéia de que a subversão funciaonava melhor quando misturada com humor inesperado. Herdeiros do dadaísmo e da tradição anarco-comunista, os provos inauguraram novos formatos de ação política e da luta ecológica. Deram nova dimensão à idéia de desobediência civil. de R$ 28,00 para 25,00.

Perto da máquina (Ellen Ullman) : Ellen Ullman é uma combinação única de engenheira de software e analista social. Uma testemunha privilegiada da chamada revolução tecnológica. Ullman conseguiu o sucesso como poucos dos ambiciosos habitantes do Vale do Silício, mas manteve a lucidez. Seus escritos têm atravessado todo o debate, acadêmico ou não, a respeito do impacto cultural da tecnologia nos Estados Unidos.Perto da Máquina apresenta a vida no centro da indústria dos computadores. Os programadores em seu trabalho insanos e seus deadlines insanos. E mostra como esse modo de vida dos engenheiros de software influencia diretamente na estrutura do sistemas desenvolvidos e, por sua vez, influencia o próprio comportamento dos usuários de tais tecnologias. "(O computador) É a projeção de um pedaço muito pequeno de nós: a parte consagrada à lógica, à ordem, às regras e à clareza. É como se pegássemos o jogo de xadrez e o considerássemos o máximo da vida humana", explica. "Este livro precioso é, simultaneamente, a visão de dentro da indústria de informática, uma divertida coleção de histórias picantes, uma visão lúcida do impacto social dos computadores, uma humorística descrição da indústria e, mais importante: a clara e honesta descrição de uma mulher a respeito de seu ambiente profissional e pessoal", diz a revista Upside. De R$ 23,00 para 20,00.

 

TAZ - Zona Autônoma Temporária : A coleção Baderna se inicia com TAZ, um dos mais polêmicos livros do mundo contemporâneo. Seu autor, Hakim Bey, nunca foi fotografado, recusou-se a ser entrevistado pela Time, e quando mais jornalistas começaram a caçá-lo, desapareceu. Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 80, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Surgiu até uma versão em disco, em uma parceria de Hakim Bey com o músico Bill Laswell (e não é o único disco de Bey: ele também gravou com William Burroughs e Iggy Pop). É tamanha a “popularidade” que até um livro apócrifo de Bey foi lançado na Itália, no que ao final se revelou mais uma das ações de contra-informação de Luther Blissett (outro dos autores da coleção Baderna). de R$ 17,00 para 15,00.

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